Não há amor sem sorrisos, sem sons de pura felicidade, sem dedos entrelaçados a olhar as estrelas, mesmo que apenas as imaginem com a capacidade que só o coração possui, que só o coração desenvolve.
Não há amor sem notas de um piano, sem música que encha a alma e nos faça suspirar sempre que é partilhada; sim, o mundo circundante pára, esbate-se e desaparece, esfumado na atmosfera profunda (e tão só deles!) em que os dois se encontram.
Não há amor sem se fazer planos a curto... A médio... A longo prazo. Por mais que se tente lutar contra isso, a mente vagueia, perde-se em viagens, em momentos, em loucuras, em raízes criadas a dois; cavalga por dias, meses, anos, sem parar para respirar, como se estivesse naquele milésimo de segundo antes da última expiração: a vida inteira passa-nos diante dos olhos e desejamos com todas as nossas forças que não seja apenas um produto da nossa imaginação, do eu romântico que veio à superfície.
Não há amor sem se querer o outro para sempre.
Perguntaste-me porque é que gosto de ti.
Preenches-me a alma e o coração a cada passo que damos juntos.
Tiras-me de todos os (maus) pensamentos quando estou contigo.
Fazes-me rir, fazes-me sorrir, como há tanto tempo alguém não me fazia rir e sorrir.
Ensinas-me e dás-me vontade de aprender sempre mais, sobre ti, sobre o que gostas, sobre o que queres para ti e para a tua vida.
Fazes-me sentir segura, mesmo quando parece que o carro vai começar a voar até ao infinito.
Não sabias, mas foi por estar a pensar tanto em ti que, numa destas noites, não conseguia adormecer. Assolavam-me tanto pensamentos (e tão bons...) sobre nós que os olhos teimavam em não fechar; abriam-se sem o meu controlo, numa vontade de não me perder das imagens que a minha imaginação estava a criar para nós.
Dás-me vontade de correr mundos e fundos para te fazer feliz, para te dar as coisas que queres, para te dar as coisas que mereces.
Tenho medo de deixar de te ter na minha vida, seja por que razão for.
Conseguiste fazer-me confiar o suficiente para me estar a abrir tanto com tudo o que (te) estou a escrever.
Fazes-me querer ser perfeita para ti.
No fundo, sinto mesmo que me completas.
De modo bastante infantil, gosto de ti, gosto de gostar de ti, e quero que gostes de mim. Quero continuar a caminhar contigo.
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